Como grandes bancos se preparam para o futuro? Entenda o valor da orquestração com Camunda 

fev 13, 2026 | Camunda, NTConsult

A transformação digital no setor bancário vem acelerando com força total nos últimos anos, alavancando resultados em organizações de diversos portes, de fintechs a grandes bancos.

Com a crescente exigência por eficiência, personalização e conformidade, instituições financeiras precisam rever seus modelos operacionais. Nesse contexto, a palavra de destaque para os líderes de mercado é orquestração.

No episódio mais recente do NT Talks, Glauco Lupi, Principal Software Engineer no Itaú Unibanco, compartilhou sua experiência liderando projetos em uma das maiores instituições financeiras da América Latina.

A conversa abordou não apenas tecnologia, mas também o impacto da cultura organizacional, da disciplina e da clareza de propósito.

 

Ouça o episódio completo aqui:

Automatizar não basta: é preciso orquestrar

A automação de tarefas isoladas tem seu valor, mas não resolve os desafios complexos que bancos enfrentam diariamente. O diferencial está em construir fluxos orquestrados, com visibilidade de ponta a ponta, flexibilidade para ajustes em tempo real e capacidade de conectar áreas técnicas e de negócio de forma funcional.

É nesse ponto que a plataforma Camunda ganha protagonismo. Utilizando BPMN como linguagem de modelagem, Camunda permite que processos sejam visualizados, compreendidos e otimizados por diferentes áreas da organização. Ao oferecer uma representação clara das jornadas, a plataforma reduz atritos, melhora a comunicação e acelera a tomada de decisão.

Como Platinum Partner Camunda, a NTConsult tem atuado diretamente na implementação de soluções que transformam operações complexas em fluxos ágeis, auditáveis e alinhados às metas de negócio.

Inteligência artificial com governança e propósito

Durante a conversa, Glauco destacou a importância do uso estratégico da inteligência artificial em grandes organizações. Modelos generativos e assistentes baseados em linguagem natural já fazem parte do dia a dia, mas seu uso exige preparo, critérios técnicos e governança de custos e dados. A adoção consciente de IA evita os erros cometidos por muitas empresas na transição para a nuvem. O paralelo é direto: o uso descontrolado, sem critérios, gera custos desnecessários e riscos operacionais. Por outro lado, quando bem integrada a processos orquestrados, a IA se torna uma alavanca real de produtividade e personalização. A combinação entre IA e Camunda permite que organizações escolham dinamicamente os modelos mais adequados para cada etapa da jornada, otimizando recursos e entregando experiências mais eficazes.

Como transformar orquestração em resultado: priorização e métricas

Para o tema sair do campo conceitual e virar ganho mensurável, vale ancorar a orquestração em duas decisões: onde começar e como provar valor.

1) Onde começar: priorização que evita esforço de baixo retorno

Um bom critério é buscar jornadas que combinem alto volume, alto risco, muitos handoffs e alta dependência de sistemas legados.

Em bancos, isso costuma aparecer em frentes como onboarding e KYC, crédito e formalização, contestação/chargeback, renegociação, abertura de conta PJ e fluxos de compliance, dentre outros.

O objetivo não é automatizar mais passos isolados, mas reduzir o custo e o risco do “meio do processo”, onde normalmente ficam as exceções e retrabalhos.

2) Como provar valor: métricas e controle

A orquestração permite medir e melhorar indicadores que costumam ser críticos no setor:

  • Tempo de ciclo ponta a ponta (do evento inicial à conclusão da jornada);
  • Taxa de straight-through processing (STP): quanto flui sem intervenção humana;
  • Taxa de retrabalho e de exceções: onde o processo “quebra”;
  • MTTR de incidentes do processo (tempo para recuperar quando falha);
  • Risco e conformidade: ocorrências/auditorias, trilha de evidências, rastreabilidade;
  • Qualidade da experiência: resolução no primeiro contato, NPS/CSAT por etapa.

E o tema fica ainda mais relevante quando a conversa inclui IA. Há estimativas de que a “IA generativa, sozinha, poderia adicionar até US$ 340 bilhões por ano em valor para o setor bancário”¹, mas o próprio debate do mercado ressalta que “colocar IA por cima do processo atual” tende a criar dívida técnica e pouco resultado.

Em termos práticos: a IA precisa entrar onde existem contexto, governança e visibilidade do fluxo.

Fonte 1: McKinsey & Company

Disciplina e colaboração como alicerces técnicos

Outro ponto abordado foi a influência de práticas como artes marciais e música na formação de líderes técnicos. Glauco relacionou a disciplina exigida no Krav Maga e a colaboração presente em uma banda musical com os desafios da engenharia de software moderna. São práticas que exigem preparo, constância, escuta ativa e precisão, características essenciais em ambientes corporativos de alta performance. Essa perspectiva reforça a ideia de que tecnologia é feita por pessoas, e que a capacidade de entrega técnica está diretamente relacionada à forma como equipes se organizam, aprendem e compartilham conhecimento.

Orquestre e esteja preparado para o futuro

A preparação dos grandes bancos para o futuro dos negócios passa por uma combinação de fatores: plataformas robustas, práticas de engenharia modernas, inteligência artificial aplicada com responsabilidade e times guiados por propósito. A orquestração de processos com Camunda tem se mostrado um componente fundamental nessa equação. Ao transformar fluxos operacionais em jornadas visíveis, adaptáveis e orientadas a valor, a Camunda permite que instituições financeiras respondam com agilidade e segurança às demandas do mercado.

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