Este artigo faz parte da nossa série de Insights e explora as principais diferenças entre low-code e pro-code, ajudando organizações a escolher a melhor abordagem para suas iniciativas de transformação digital.
Empresas que desejam crescer de forma rápida e escalável percebem todos os dias a importância de ter seus processos de negócio automatizados. Isso não é novidade, e não é à toa que organizações que investem em automação e transformação digital conseguem dar saltos de crescimento¹.
“Observando grandes empresas (com 1 bilhão de dólares ou mais em receitas anuais) que estão atingindo suas metas, encontramos três fatores distintos: elas tornam a automação uma prioridade estratégica, focam nas pessoas tanto quanto na tecnologia e desenvolvem um modelo operacional que permite crescimento escalável”.
Acontece que há várias possibilidades para projetar suas plataformas de soluções digitais. Um debate relevante nesse meio é qual opção usar: devemos optar por plataformas low code (como Mendix, OutSystems, Biznessapps e outras) ou pro code (como Camunda, por exemplo)? Enquanto a primeira opção oferece uma alternativa mais simples, pré-formatada e de rápida implementação, a segunda entrega uma solução customizada para resolver desafios mais complexos.
A questão que você deve se perguntar é: “qual delas realmente vai solucionar meus problemas de negócio, agregar valor e me ajudar a crescer, trazendo retorno ao investimento que fiz em minha empresa?”
Temos a resposta e iremos contar para você. Mas primeiro, de forma breve, vamos entender melhor esses termos.
Low Code
Plataformas low code costumam abstrair pedaços de código em artefatos visuais e permitem que os usuários manipulem esses artefatos com ferramentas simples de arrastar e soltar. Isso proporciona facilidade de uso e agilidade. Em linhas gerais, essas soluções também costumam ser mais baratas, mas isso não é uma verdade absoluta em todos os cenários (se o seu objetivo é crescer de forma ágil e escalável, por exemplo, pode não ser a melhor opção).
Prós do Low Code
- Baixa complexidade;
- Potencial para aumento de agilidade e velocidade de desenvolvimento de algumas demandas;
- Pode minimizar os riscos criados por programação não autorizada, como shadow IT;
- Permite que pessoas não programadoras desenvolvam softwares e aplicativos simples;
- Possibilidade de monitoramento do código e estabelecimento de padrões automaticamente para uma base de código auditável;
- Maior autonomia dos negócios com relação à TI.
Contras do Low Code
- Escalabilidade consideravelmente limitada (falaremos mais disso ao decorrer do post);
- O suporte de integração de terceiros também é limitado;
- Plataformas low code reduzem a capacidade de otimizar o código-fonte da solução;
- Limitada a casos de uso comuns, suportados pela plataforma (falta de fit da ferramenta com as características do seu negócio é um risco considerável);
- Não há controle assertivo sobre o desempenho da solução;
- As soluções desenvolvidas possuem bases de código maiores, visto que as bibliotecas de código precisam lidar com várias condições e tarefas para atender a uma série de propósitos do low code;
- Mais riscos de conformidade e segurança para o negócio;
- Menor liberdade para lidar com questões de customer experience e user experience;
- Delegar a segurança de informação de seus processos a terceiros.
Pro Code
Quando falamos em pro code, nos referimos ao desenvolvimento especializado, com código performático e seguro, desenvolvido por especialistas altamente capacitados que constroem a aplicação de acordo com as melhores práticas e, principalmente, alinhando às necessidades que o negócio exige, sem perder algumas características do low code.
Prós do Pro Code
- Alta flexibilidade;
- Potencial de escalabilidade ilimitada;
- Permite que você desenvolva protótipos iniciais para tornar seu aplicativo uma realidade de acordo com as necessidades do projeto/cliente;
- Propicia que sua equipe compreenda melhor a estrutura do produto;
- Gera uma estimativa precisa do tempo que levará para se criar novos recursos;
- Maior disponibilidade de mão de obra;
- Diminuição do gap entre Business & IT.
Contras do Pro Code
- Exige que a solução seja desenvolvida por profissionais altamente qualificados;
- Exige gestão de mudança para uma cultura focada em hiperautomação.
Bernd Rücker nos brindou com esta imagem que ajuda a compreender facilmente, o cenário mais adequado entre as diversas soluções de mercado.
(Imagem mantida no WordPress conforme original)
Na prática, qual a melhor escolha para o meu business?
Basta compreender o conceito dos dois termos para perceber suas diferenças, mas vamos focar no que interessa: “que impacto isso terá no meu negócio?” Vamos lá:
Enquanto plataformas low code apresentam uma opção mais simples e padronizada, de fácil implementação e uso (e tudo isso, de fato, é bom), elas possuem limitações relevantes…
Ao avaliar essa dicotomia, muitos podem rapidamente escolher em que lado preferem estar, mas um olhar mais crítico certamente não gostaria de abrir mão nem da liberdade e nem da segurança…
No pro code, você encontrará padrões low code que são compreensíveis por usuários de negócio e de TI…
Existe uma certa ambiguidade no quanto uma solução pré-pronta pode ser adaptável ao seu negócio…
Isso tudo não quer dizer que plataformas low code não sejam boas…
Dessa forma, se seu objetivo é um crescimento escalável e ágil, a melhor opção é uma plataforma pro code…
Imagine a quantidade de processos e fluxos de trabalho que sua empresa possui…
Dessa forma, podemos concluir que o uso de uma ferramenta pro code…
E você, quer transformar o negócio da sua empresa e crescer de forma ágil e escalável? Entre em contato com a gente deixando uma mensagem no formulário abaixo.
Além disso, a NTConsult é a única reseller oficial da Camunda na América Latina…
Agora chegou a vez de dar um boost na sua empresa! Retornaremos sua mensagem em breve…
Autor: Philippe Alencar
Sobre: redator e analista de posicionamento de mercado, graduado em Administração com especialização em Marketing e Governança de TI, atuando há 10 anos no mercado de soluções digitais.
Autor: Rodrigo Carlstrom
Sobre: consultor BPM há 18 anos, tendo trabalhado com análise, automação, operação e melhoria de processos de negócio e como Gerente de Projetos e Gestor de Mudanças em grandes empresas do mercado. Certificado Black Belt, PMP e Camunda Engineer.
Referências:
Empresas que investem em automação e transformação digital conseguem dar saltos de crescimento¹:
https://www.mckinsey.com/business-functions/operations/our-insights/the-imperatives-for-automation-success
Sweet Spots – Bernard Rücker²:
https://blog.bernd-ruecker.com/exploring-the-process-automation-map-7d9aa181a747
Lighthouse Projects³:
https://www.youtube.com/watch?v=oucmgIsXuQw&t=311s
Broad scales projects⁴:
https://www.youtube.com/watch?v=oucmgIsXuQw&t=372s
Como parte da nossa série de Insights, este conteúdo apresenta cenários reais e considerações estratégicas para empresas que avaliam plataformas low-code e pro-code.
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